28.3.13

Butô e suas imagens


José Maria Carvalho
Ontem fui assistir ao espetáculo “Percursos do Butô”. Vi duas apresentações que gostei muito.

A que mais me chamou atenção foi a apresentação do bailarino José Maria Carvalho, intitulada  “Ciclo da Terra”. Foi uma releitura de duas peças de dança solo, dirigidas pelo Takao Kussuno para o famoso espetáculo “O Olho do Tamanduá” (1995). 

A primeira parte , “Memória do Amanhecer” mostra a força do ciclo: vida, morte e renascimento. A segunda parte, “Vaqueiro” mostra a força e suavidade.

Fazia muito tempo que eu não via um espetáculo de butô e já não tinha mais referências de como era. Foi bom, porque me surpreendeu. Havia me esquecido de como essa dança mexe tanto com os nossos sentidos. Ouvi muitas pessoas  assoando  seus narizes, acho que estavam emocionadas. No fim do espetáculo, vi algumas com olhos vermelhos... Comprovaram o que eu estava pensando.

Butô é uma dança para poucos. São poucos os que assistem e também são poucos  os que praticam essa dança. Ela  exige uma entrega  e uma dedicação muito grande  dos ARTISTAS. (ARTISTAS em caixa ALTA!) São pessoas   simplesmente apaixonadas  por esta arte.

E foi essa  paixão que senti no espetáculo do José Maria, um ator e bailarino brasileiro que apresenta uma dança de origem japonesa com tanta perfeição. Estas peças em especial  foram  criadas em 1995 mas ,são atualíssimas.

Nelas eu  vi a desconstrução de um corpo. A criação de um novo (?)  padrão  de movimentos e lindas imagens. O corpo perdia sua forma e ganhava outras. Várias perspectivas. A trilha sonora acompanhou cada movimento e a luz que marcava a silueta do bailarino compunha as imagens. Foram  pequenas atitudes repletas  de grandes intenções.

Eu gosto daquela luz profunda, da penumbra, da luz que foca pedaços do corpo do artista em seus pequenos movimentos. Para mim, é isso que é o butô, aqueles pequenos movimentos brilhando na imensidão da caixa preta.

Zé Maria usa em suas peças muitas imagens sobrepostas. A sombra na parede  acentua a cena, ele  dança no canto escuro, suas mãos interagem com o ar e traz a harmonia daquele momento .  Ele e a luz conversam entre si.

E assim, o ator termina o interminável, porque naquele espetáculo ele criou a cumplicidade do infinito com a plateia. 

8.3.13

"Percursos do Butô: legados e perspectivas" - Dias 26 e 27 de março às 21h no Teatro GEO



Mais informações clique aqui.

7.3.13

Kimono Design: releitura e criação de Sueko Oshimoto




Desfile e palestra desvendam a arte de criar e vestir o quimono


A Fundação Japão realiza um evento dedicado ao quimono, convidando a Sueko Oshimoto para uma palestra e desfile no dia 7 de março de 2013 (quinta-feira), às 19 horas, no Grande Auditório do MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, em São Paulo. O evento gratuito conta com o apoio do MASP, Consulado Geral do Japão em São Paulo e Top Look, e terá tradução simultânea do japonês para o português.
A programação do evento único, com palestra, desfile e uma demonstração do ritual de vestir o quimono, desvenda amplamente a arte de criar e trajar uma vestimenta repleta de tradições. E o mais esperado, Sueko Oshimoto apresentará desmembramentos que apontam inovações no design e inserção do quimono no mundo da moda e da alta costura.
 
 Sueko Oshimoto é figurinista e stylist de quimono e se dedica à divulgação da cultura do quimono nos Estados Unidos desde 1999. Com o lema de que a visão do quimono é a visão de sua vida, atua neste trabalho desde 1992,  quando recebe qualificação para modelar, vestir e ensinar a técnica da vestimenta que sempre a fascinou. A partir da percepção de que o quimono ainda é conhecido como uma moda antiga ou vestimenta de época, Oshimoto passa a criar novos modelos, conservando a beleza da técnica tradicional de confecção, mas trabalhando ideias inovadoras com estilistas e artistas para conduzir o quimono para uma nova era. “Kimono is wearing art”, sintetiza Oshimoto.

O quimono

Vestimenta conhecida no Ocidente como trajes tradicionais de gueixas e samurais, hoje o quimono é visto como uma arte usável por uma nova geração de designers, que além de mostrar que a peça é confortável de se vestir, transmite seu significado cultural e espiritual.
Diferente das roupas ocidentais que evidenciam as linhas do corpo, o quimono ressalta a beleza nos seus detalhes, como o corte, o tecido, as cores e a padronagem, além de considerar o seu uso de acordo com a estação do ano, tipo de evento, ou idade de quem o veste. E a variação na forma de amarrar a faixa obi, a diversidade nos acessórios para cabelos e sandálias zori complementam as ilimitadas possibilidades de criação no conjunto que compõe o quimono.
                                                        
Sueko Oshimoto

Stylist de quimono e figurinista, Sueko Oshimoto nasceu em Okinawa, no Sul do Japão, mas atualmente vive e trabalha em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde fundou a sua agência Kimono Suehiro em 2008.
Em 1992 recebe a certificação da Yamano-ryu Beauty School e inicia sua carreira profissional, mudando-se para os Estados Unidos em 1999. No ano de 2005, torna-se diretora executiva da Yamano-ryu Kimono Dressing School, ensinando kimono styling em Los Angeles e Las Vegas. Hoje conta com 24 kimono stylists formadas para atuar como suas assistentes em todo o território americano. 
Atua como jurada na Divisão de Kimono Styling da National Art Festival que acontece anualmente em Tóquio, Japão.  Oshimoto também realiza styling para revistas como VOGUE e para convidados especiais da Academia de Prêmios do Grammy. 
Como figurinista trabalhou em filmes como “Lost Samurai” (2010) de Yuta Okamura, “Swordsman” (2012) de Marcus Sun, em peças de teatro como “Utsutsu” e em comerciais de TV, videoclipes e produções de moda. Criou o quimono para a Miss Ásia EUA 2011 e para o ator George Takei (oficial Hikaru Sulu na série televisiva Star Trek, nos anos 60.)

Trabalhou em ensaios do fotógrafo de moda David Lachapelle, como hair designer. Em 2011, co-produziu o desfile “Grand Vista”, no centro de Los Angeles, onde desenvolveu 20 quimonos artesanalmente para dançarinas e modelos. Sua linha de criações recebeu destaque no portal do Yahoo americano e na L.A. Fashion Week.
O evento faz parte do Mês da Cultura Japonesa em São Paulo “Tradição é Vanguarda: Encontro com um Japão Reerguido”, organizado pelo Consulado Geral do Japão em São Paulo e a Fundação Japão.

Serviço

Kimono Design: releitura e criação de Sueko Oshimoto

Palestra e desfile

Data: dia 7 de março de 2013 (quinta-feira), às 19h
Tradução simultânea japonês-português

Evento gratuito

Para participar será necessário retirar senha a partir das 18h no dia do evento, no MASP.

Local: Grande Auditório do MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Av. Paulista 1578 – Bela Vista
Tel.: (11) 3251-5644

Capacidade: 374 lugares

Realização
Fundação Japão em São Paulo

Apoio
Museu de Arte de São Paulo – Assis Chateaubriand (MASP)
Consulado Geral do Japão em São Paulo
Top Look

Sites
Fundação Japão – www.fjsp.org.br
Suehiro Kimono –  www.suehiro-kimono.com
MASP – http://masp.art.br/
Consulado Geral do Japão - www.sp.br.emb-japan.go.jp/
Top Look - www.toplook.com.br/

25.2.13

Yoshito Ohno no Brasil




Yoshito Ohno estará no Brasil em março para algumas apresentações e workshops. É uma oportunidade bem especial para os amantes de dança-teatro e, especialmente, Butoh.

Tive a sorte de conhecer e também participar de um workshop com ele e seu pai, o grande meste Kazuo Ohno.

Foi uma experiência muito linda, que carrego sempre comigo.

Mais informações no SESC Consolação, em São Paulo.

30.1.13

Marugoto – Língua e Cultura Japonesa

Curso da Fundação Japão 




A Fundação Japão realiza o seu curso de língua japonesa (JF Koza-Curso da Fundação Japão) em todos os países em que possui representação. Ele é destinado ao público em geral e atualmente está sendo oferecido em 24 países para aproximadamente 8.000 alunos, inclusive na Fundação Japão em São Paulo.

Apesar do curto tempo de divulgação no Brasil, o curso com capacidade para atender 30 pessoas, iniciou-se no final de setembro com 28 alunos. E a partir do final do mês de janeiro de 2013, serão oferecidos 2 novos módulos, totalizando 3 módulos. 

O Curso da Fundação Japão adota o “JF Standard for Japanese-Language Education” (JFS), baseado no QECR (Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas Estrangeiras), que é utilizado no ensino de línguas europeias como língua estrangeira em institutos como Goethe, Aliança Francesa e Cervantes.

Até então, o padrão de referência de proficiência utilizado em cada língua estrangeira era diferente. A utilização do JFS possibilita, por exemplo, comparar o nível de proficiência em japonês e em alemão e com isso, saber claramente o nível de cada aluno em cada língua. O JFS vem sendo utilizado para delinear o curso, o cotidiano das aulas e também para a preparação das provas. A meta de cada classe é descrita, por exemplo, utilizando a língua japonesa de acordo com as situações da vida real. 

O conteúdo e as formas de avaliação deste curso são planejados por professores com treinamento especializado no parâmetro JFS e na utilização do material didático MARUGOTO, fazendo dele um curso com uma nova metodologia que incorpora os mais recentes estudos relacionados ao ensino de língua japonesa.

Conforme o título do material sugere, MARUGOTO - Língua e Cultura Japonesa, neste curso são estudadas, não somente a língua, mas também a sociedade e a cultura em sua totalidade.

O curso de Língua Japonesa MARUGOTO da Fundação Japão é realizado em parceria com a Aliança Cultural Brasil-Japão. A cada semestre há a previsão de abertura de turmas em nível sequencial. Nos cursos de língua japonesa tradicionais é comum estudar estruturas gramaticais mais simples no início para depois aprender as mais complexas. Neste curso, porém, mesmo as expressões consideradas complexas para os níveis básicos, se forem muito utilizadas ou adequadas a um determinado contexto, são ensinadas a partir das etapas iniciais. 

Nos níveis introdutório e básico, há dois módulos para cada etapa: KATSUDO (Atividades) e RIKAI (Compreensão). No módulo KATSUDO aprende-se como utilizar a língua japonesa de forma adequada às situações e aos objetivos. No módulo RIKAI, estuda-se enfocando a escrita, o vocabulário, a parte gramatical e das sentenças-padrão. Em contraste com os métodos tradicionais, em que primeiramente se compreendia a estrutura da frase para se prosseguir com as atividades, neste curso, o conhecimento da língua japonesa adquirido nas aulas de KATSUDO é organizado posteriormente nas aulas de RIKAI. Desse modo, o aluno perceberá as regras gramaticais através dos vocábulos utilizados ao ouvir e falar nas aulas de KATSUDO, sendo esta aprendizagem de língua a mais próxima da realidade de quando uma pessoa é submetida a um ambiente de língua estrangeira.  

Sendo assim, este curso é inovador em muitos aspectos e é recomendado para pessoas que, apesar de terem estudado a língua, não conseguem falar ou manter um breve diálogo com falantes de japonês. 

Abaixo, seguem as informações sobre as turmas oferecidas:

A1 KATSUDO
Período: 30/Jan a 26/Jun de 2013
Carga horária:
 30 horas (90 minutos x 20)
Horário: Quarta-feira das 19:00 às 20:30
Local: Aliança Cultural Brasil-Japão (Vergueiro)
Material Didático: 『まるごと 日本のことばと文化』
(Marugoto Língua e Cultura Japonesa)
volume “A1 KATSUDO”(入門) e “Glossário”
Idade: a partir de 14 anos 
Número de alunos: 10 a 15 alunos



A1 RIKAI
Período: 2/Fev a 29/Jun de 2013
Carga horária: 
40 horas (120 minutos x 20)
Horário: Sábado das 13:00 às 15:00
Local: Fundação Japão
Material Didático: 『まるごと 日本のことばと文化』
(Marugoto Língua e Cultura Japonesa)
volume “A1 RIKAI”(入門)
Idade: a partir de 14 anos 
Número de alunos: 10 a 15 alunos



A2-1 KATSUDO
Período: 31/Jan a 27/Jun de 2013
Carga horária:
 40 horas (120 minutos x 20)
Turmas: A1-K1 Quinta-feira das 19:00 às 21:00
Local: Aliança Cultural Brasil-Japão (Vergueiro)
Material Didático: 『まるごと 日本のことばと文化』
(Marugoto Língua e Cultura Japonesa)
volume “A2-1 KATSUDO”(初級1)
Idade: a partir de 14 anos 
Número de alunos: 10 a 15 alunos


Informações sobre o curso:

Fundação Japão em São Paulo
Tel:  (11) 3141-0110
E-mail: marugoto@fjsp.org.br
www.fjsp.org.br

Assistam a uma aula gratuita mediante agendamento. 
Aliança Cultural Brasil-Japão
Tel:
  (11) 3209-6630
www.aliancacultural.org.br
 

Material enviado pela assessorida da FJ

22.1.13

Feliz 2013


É... mais um ano, lindo ano! Faz tempo que não escrevo por aqui! Estava sentindo falta ... Eu queria pelo menos deixar aqui boas vibrações para 2013! 
Nunca é tarde para desejar felicidades!!!

Quando chega o ano novo, tenho sempre uma listinha de coisas para fazer e atrair boas vibrações. No primeiro dia do ano faço coisas que eu gosto, falo com pessoas queridas, leio, danço, se possível entro no mar e também não deixo de tomar meu Ozoni, uma sopa japonesa que minha mãe sempre faz para mim, para desejar boa sorte e celebrar o ano que entra! É uma tradição bem gostosa!!! Até tento colocar no meu chawan 3 pedaços de moti, que representam boa fortuna! hahaha

A energia de algo que começa é sempre muito boa, ainda mais quando temos muitas boas e lindas intenções!

Feliz 2013 para todos!




3.11.12

Exposição "Bonecos do Japão" acontece em Ribeirão Preto, em São Paulo


Cidade do interior paulista vai conhecer a tradicional e milenar arte


A Fundação Japão, a Comissão de Cultura e Extensão Universitária e o Museu Histórico da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP) promovem a exposição "Bonecos do Japão: Formas de Oração, Encarnações de Amor", que acontecerá até 30 de novembro de 2012, no Espaço Cultural de Extensão Universitária (ECEU).

A mostra que viajou por diversos países, acaba de ser exibida na Argentina e, depois do Brasil, segue para a Costa Rica, na América Central. Ribeirão Preto já recebeu a coleção "O Mundo dos Bonecos Kokeshi", em 2005, também uma parceria da Fundação Japão e Comissão de Cultura e Extensão Universitária da FMRP. Paralelamente à exposição, serão ministradas oficinas de origami (arte japonesa de dobrar o papel) e furoshiki(arte tradicional de embrulho japonês usando lenços de tecido) e acontece uma mostra de filmes japoneses (filmes contemporâneos, animês e documentários).

Composta por 70 bonecos japoneses mais representativos, a mostra revela a história de exemplares importantes de um país em que estes bonecos fazem parte do dia a dia, desde a antiguidade. Considerados, no Ocidente, basicamente um símbolo de infância e usados para brincar, vestir e raramente apreciados na idade adulta, no Japão, em contraste, são uma amostra do poder do artesanato tradicional, revelando as habilidades de uma gama de artistas que demonstram sua genialidade em verdadeiras obras de arte, envolvendo materiais como papel, madeira, metal, porcelana e tecido.   

KYO NINGYO Boneca de Kyoto
Tradição milenar
Alguns dos bonecos que o público conhecerá fazem parte da história milenar do Japão, assim como as exibidas no Hina Matsuri (Festival das Meninas - acontece no dia 03 de março - em que as famílias dispõem casais de bonecos em reverência à felicidade de suas jovens filhas) e Gogatsu Ningyo (versão masculina - acontece no dia 05 de maio - onde são exibidos suntuosos conjuntos de bonecos usando armaduras de guerreiros em analogia à saúde e força de seus filhos). Bonecos retratando atores no Teatro Nô, como na peça "Hanagatami", também serão apresentados, revelando características do teatro dramático que teve origem no período Muromachi (1338-1573), onde os atores vestem máscaras e figurinos elaborados.

Bunraku, o clássico teatro de bonecos criado no século XVI, em Osaka, é um dos destaques da mostra, apresentando exemplares notórios por serem manipulados por três titereiros, totalmente cobertos de vestimenta negra e ficando às costas do boneco.

A mostra é dividida em 14 categorias que apresentam um panorama da produção japonesa de bonecos. São elas: HINA NINGYO (Bonecos do Festival das Meninas), GOGATSU NINGYO (Bonecos do Festival dos Meninos), NOH NINGYO (Bonecos do Teatro Nô), BUNRAKU NINGYO / KABUKI NINGYO (Bonecos de Famosas Cenas de Teatro Bunraku e Teatro Kabuki), OSHIE HAGOITA (Raquetes com Pinturas em Relevo), KYO NINGYO (Bonecas de Kyoto), OYAMA NINGYO (Bonecas que Representam Jovens Mulheres), KIMEKOMI NINGYO (Bonecos de Madeira Vestidos com Quimono), HAKATA NINGYO (Bonecos de Hakata), GOSHO NINGYO (Bonecos do Palácio Imperial), ICHIMATSU NINGYO (Bonecos Ichimatsu), BONECOS QUE REPRESENTAM OS COSTUMES DO JAPÃO, BONECOS CRIADOS POR ARTESÃOS CONTEMPORÂNEOS, KOKESHI NINGYO (Bonecos Kokeshi) divididos em Tradicionais e Criativos.

“No Japão, a tradição é reverenciada e preservada, numa atitude com a qual temos muito a aprender. Mais ainda, a tradição é a fonte a partir da qual os designers japoneses calcam a sua inovação. As bonecas são um exemplo rico e diverso para entendermos essa dimensão da cultura japonesa”, explica a curadora e escritora Adélia Borges, que esteve no Japão para uma pesquisa, através do programa Fellowship da Fundação Japão, em 1998.   

OYAMA NINGYO
Boneca que Representa Jovem Mulher
Retrato de uma época
"As bonecas japonesas não são apenas uma importante e verdadeira forma de arte, mas também um grande armazém de informações de costumes e vida familiar para os estudantes da história e cultura japonesa. Muitas dos exemplares, ilustram eventos históricos, o folclore e práticas não só da nobreza, mas também das pessoas comuns e suas vidas diárias. As diferenças regionais no infinito destes bonecos, por mais sutis que possam ser, refletem em miniatura os diferentes estilos de vida e crenças dos artesãos e suas localidades", afirma Ronald F. Thomas, do Yesteryears Doll Museum, nos Estados Unidos, no prefácio do livro Japanese Antique Dolls, escrito por Jill e David Gribbin, editado pela Weatherhill, em 1984.

Considerado o primeiro livro dedicado ao tema editado em inglês, ele é resultado da pesquisa de dois colecionadores e estudiosos de bonecos, que também viveram por muitos anos no Japão.

Período Edo
Para se ter uma ideia da importância histórica das peças no Japão, país conhecido por séculos como "Terra dos Bonecos", uma espécie de mapa foi organizado e radiografa os centros de produção dos bonecos no período Edo (1603-1868), conhecido como o princípio da era moderna japonesa. É possível ver que os bonecos de argila eram produzidos por todo o país, tanto em Tohoku (ao norte), em Kyushu (ao sul), e nas cidades de Nagoya, Inuyama e Kanazawa (centro). Na região de Edo (posteriormente chamada de Tóquio), eram encontradas as marionetes e Bonecos do Festival das Meninas. Em Akita e Narugo, bonecos kokeshi eram o foco principal. Em Nara e Kyoto, as versões clássicas tinham a vez. 


Serviço
Exposição "Bonecos do Japão: Formas de Oração, Encarnações de Amor"
Visitação: Até 30 de novembro de 2012
Segunda a sexta das 9 às 16h, sábado das 10 às 16h


Oficinas de Origami Furoshiki
dia 12 de novembro de 2012, das 9h30 às 11h e das 13h30 às 15h
vagas limitadas; necessário efetuar inscrição por tel:  (16) 3602-0692 ou 3602-0695
Obs: anexo 
Mostra de filmes japoneses (filmes contemporâneos, animês e documentários)
durante o período da exposição
Data: 5, 7, 8, 9, 13, 14, 21, 22, 26, 27, 28 e 29 de novembro de 2012
Local: Sala Flamboyant do ECEU
Horário: 14h30
Classificação livre
Obs: anexo
Local:
ECEU - Espaço Cultural de Extensão Universitária da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP
Av. Nove de Julho, 980
14025-000 - Ribeirão Preto - São Paulo
Tel: (16) 3602.0692 ou 3602-0695


Entrada Gratuita


Realização:
Fundação Japão
Comissão de Cultura e Extensão Universitária da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP)
Museu Histórico da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP
Apoio:
Consulado Geral do Japão em São Paulo
Departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto – USP
PRCEU – Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP

Links:

Mais informações:
Fundação Japão em São Paulo .
Tel:  (11) 3141-0110 / 3141-0843

ECEU - Espaço Cultural de Extensão Universitária da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP
Tel:  (16) 3602-0692 ou 3602-0695


Assessoria de imprensa da Fundação Japão:Erico Marmiroli
Tel: (11) 9 9372-7774 / 3205-0656
E-mail: erico.marmiroli@gmail.com

31.10.12

Muito obrigada, JT!

A partir de hoje, o Jornal da Tarde deixará de existir. Notícia triste...
Eu, na verdade, só tenho a agradecer ao JT por ter me dado a oportunidade e o privilégio de escrever sobre a Imigração Japonesa na página especial sobre o Centenário da Imigração em 2008. Foi muito especial ter participado, mesmo que um pouquinho, desta história.













23.10.12

Presentinhos da vida

Bom, já contei aqui algumas vezes que adoro ouvir histórias e também conhecer pessoas. Quando estou parada por mais de 15 minutos em algum lugar puxo assunto com quem estiver ao meu lado, independente de onde eu estiver... Algumas pessoas se abrem e contam até as mais profundas tristezas e muitas vezes histórias alegres, divertidas. Gosto de ouvir. É meu jeito de conhecer outros universos diferentes dos quais eu vivo.

Mas hoje aconteceu algo bem especial. Uma linda surpresa!

Há mais de um ano quando voltava de viagem de Londres, sentei ao lado de senhorzinhos que iam fazer intercâmbio pela JICA, no Paraguai. Claro que tentei conversar, eles  não falavam muito inglês e acabei usando o pouco (mísero) japonês que eu sabia. "Watashi  wa Maíra Watanabe desu", falei. Contei que eu era Hafú e em São Paulo existia uma das maiores colônias japonesas fora do Japão. Neste caso falei mais do que ouvi! hahaha !
Foi legal.

No final de viagem, já em São Paulo, eles se despediram e me deram essa  lembrancinha do Japão:




                                   Fiquei super feliz com esse delicado leque!


E hoje, para minha grande surpresa, chegou um envelopão do Japão aqui em casa...


... com esses presentinhos:











Lindos, né?! São quadros de kirigami, feitos pelo Kadosaka-san!

Nossa, eu amei!!!! Super atencioso e carinhoso! Fez meu dia!

Nada como uma boa conversa, mesmo que com poucas palavras mas com muitas boas intenções!!!! São pequenos gestos e pequenas atitudes que fazem a vida da gente ficar bem alegre!!!!!!!!

Domo arigatouKadosaka-san

:)))))))